Fundo ACF - Arquivo da Casa Ficalho

Índice geral e alfabético...

Zona de identificação

Código de referência

PT/FM/ ACF

Título

Arquivo da Casa Ficalho

Data(s)

  • [15--]-[19--] (Produção)

Nível de descrição

Fundo

Dimensão e suporte

38 cx., c. 30 liv, c. 500 cm lineares; em suporte papel.

Zona do contexto

Nome do produtor

Melo. Família (1910- ) (1910-)

História biográfica

Nome do produtor

Entidade detentora

História custodial e arquivística

O cartório da família Melo ou Mello, de Serpa, tem sido gerido e conservado pela família ao longo dos séculos, existindo documentação que remonta aos inícios do século XVI. Alguma documentação mais antiga existe nos cartórios dos Costa Barreto e Brito do Rio, incorporados na Casa, respetivamente, no século XVIII e no XIX.
Uma parte desse acervo foi organizada pelo Pe. João Filipe da Cruz, antes de 1817, data do “Índice geral e alfabético do cartório da Casa de Ficalho”, por ordem de D. Eugénia de Almeida, 1.ª duquesa de Ficalho.
No século XX, António Martim de Melo (1916-1990), marquês de Ficalho, mandou restaurar o Palácio de Serpa e (re)instalou aí o arquivo da família. A sua esposa, D. Maria das Dores de Eça de Queiroz (1918-2004), empreendeu a segunda grande organização do cartório, entre os anos 70 e 90. A filha de ambos, Matilde de Mello, e os netos António Martim Castelo Branco de Mello e Tomás Castelo Branco de Mello são os atuais proprietários. O acervo continua na casa de Serpa — apenas alguma correspondência do século XX se encontra na casa da família em Lisboa, tendo sido diligentemente guardada pela penúltima marquesa de Ficalho, D. Maria Luísa Henriques Pereira de Faria Saldanha e Lancastre.
Passou, assim, de geração em geração até aos nossos dias.

Fonte imediata de aquisição ou transferência

Zona do conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

Inclui documentação anterior a 1815 que foi sumariada no inventário de 1817, elaborado pelo Pe. João Filipe da Cruz, que está sobretudo relacionada com a aquisição, a posse ou a confirmação da posse e a gestão das propriedades da Casa, assim como contém a referência a contas, recibos, partilhas, testamentos, memórias genealógicas, bulas e breves e, ainda, a escrituras de caráter pessoal como certidões, mercês e correspondência, entre outras. Existe, no entanto, alguma documentação anterior a 1815 que, por qualquer motivo, não foi sumariada no inventário.
Contém papéis de cariz pessoal (mercês, patentes, correspondência) produzidos durante o século XIX e que dizem respeito a vários representantes da família.
O acervo abarca, ainda, cerca de três dezenas de livros de contas concernentes à administração de propriedades em Serpa e Ficalho, dois tombos de comendas e os manuscritos das obras produzidas pelo Conde de Ficalho (trabalhos científicos, contos, colaboração em jornais e alguns inéditos inacabados).
Existe documentação do século XX, sobretudo cartas particulares, guardadas na casa da família em Lisboa. Destacam-se as cartas do marquês Francisco de Mello Costa, escritas no exílio após a instauração da República, durante a expedição portuguesa na 1.ª Guerra e, mais tarde, quando exerceu cargos públicos nas colónias portuguesas.
Existem pinturas e fotografias da família neste acervo, que ainda se encontram por organizar.
Integra, ainda, parte do cartório Costa Barreto, assim como o Arquivo Brito do Rio que veio para a Casa pelo casamento de D. Josefa Brito do Rio com o 4.º conde de Ficalho.
[Este texto segue parcialmente a descrição disponível no artigo de Matilde de Mello Gago da Silva e de António de Assis, citado em "Fontes"]

Avaliação, selecção e eliminação

Ingressos adicionais

Sistema de organização

O acervo não está organizado na sua totalidade. Antes de 1817, parte da documentação foi organizada segundo critérios de tipologia documental, alfabéticos e cronológicos. No século XX, outra parte da documentação foi arrumada seguindo a metodologia do século anterior, mas também seguindo critérios cronológicos, juntando-se os documentos "por ordem de antiguidade e pessoa".

Zona das condições de acesso e utilização

Condições de acesso

Condiçoes de reprodução

Idioma do material

Script do material

Cota(s)

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de descrição

Zona da documentação associada

Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

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Zona das notas

Nota

Nota aos elementos de informação "Data(s)", "Dimensão e suporte", "Âmbito e conteúdo" e "Sistema de organização": este fundo não se encontra organizado na sua totalidade, por isso, as informações agora apresentadas podem vir a ser retificadas no futuro.

Identificadores alternativos

Pontos de acesso

Pontos de acesso - assunto

Pontos de acesso - lugares

Zona do controlo da descrição

Identificador da descrição

identificador da instituição

Regras ou convenções utilizadas

CONSELHO INTERNACIONAL DE ARQUIVOS — ISAD(G): Norma Geral Internacional de Descrição Arquivística. Trad. Grupo de Trabalho para a Normalização da Descrição em Arquivo. 2.ª ed. Lisboa: Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo, 2002, 97 p.

DIREÇÃO GERAL DE ARQUIVOS; PROGRAMA DE NORMALIZAÇÃO DA DESCRIÇÃO EM ARQUIVO; GRUPO DE TRABALHO DE NORMALIZAÇÃO DA DESCRIÇÃO EM ARQUIVO – Orientações para a descrição arquivística. 2.ª v. Lisboa: DGARQ, 2007, 325 p.

Estatuto

Preliminar

Nível de detalhe

Parcial

Datas de criação e revisão

2014-11-04; 2015-05-14.

Idioma(s)

Script(s)

Fontes

Geneall [Em linha]. Lisboa, 2014 . [Consult. 17, dez. 2014]. Maria das Dores de Eça de Queiroz. Disponível em WWW: < URL: http://geneall.net/pt/nome/14124/maria-das-dores-de-eca-de-queiroz/ >.

SILVA, Matilde de Mello Gago da e ASSIS, António Maria de – “O Arquivo Ficalho – a sua história e perspectivas de futuro”. In ROSA, Maria de Lurdes (ed.) – Arquivos de Família, séculos XIII-XX: que presente, que futuro? Lisboa: IEM, CHAM, Caminhos Romanos, 2012, p. 61-70.

Nota do arquivista

Criado por Filipa Lopes.

Zona da incorporação

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